O Convite Invisível
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Quando a técnica de conquista termina em processo criminal

Reportagem de Bruno Lucca no Estado de Minas, de setembro de 2024, informa que três coaches de sedução, dois estrangeiros e um brasileiro, viraram réus por aliciamento e exploração sexual.

Estado de Minas

Aliciamento e exploracao: coaches viram reus por curso de pegacao em SP

Bruno Lucca · 28 de setembro de 2024

significativos ganhos financeiros a partir da exploracao sexual de mulheres brasileiras, em pratica conhecida como turismo sexual

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Veículo
Estado de Minas
Reportagem
Aliciamento e exploracao: coaches viram reus por curso de pegacao em SP
Autoria
Bruno Lucca
Publicado em
28 de setembro de 2024
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significativos ganhos financeiros a partir da exploracao sexual de mulheres brasileiras, em pratica conhecida como turismo sexual

Estado de Minas, Bruno Lucca, 28 de setembro de 2024

O caso trata de um curso de pegação organizado em São Paulo em fevereiro de 2023. Segundo a acusação, eles recrutaram mulheres, algumas menores de idade, para demonstrações práticas das técnicas ensinadas sem que elas soubessem. A denúncia fala em significativos ganhos financeiros a partir da exploração sexual de mulheres brasileiras, em prática conhecida como turismo sexual. O grupo operava sob o nome Millionaire Social Circle e depois foi rebatizado de Self Investment Socialites.

Guarde a palavra demonstração. Nesse arranjo, a mulher não era a pessoa com quem se conversava, era o material didático da aula. Ela entrou na cena sem informação e sem escolha sobre o próprio papel ali. É a conclusão lógica de qualquer método que trate aproximação como execução de técnica sobre um alvo.

Isso não é um desvio da indústria de sedução, é o formato dela levado até o fim. Se o produto vendido é controle sobre a reação de outra pessoa, o consentimento vira detalhe operacional. E é justamente esse tipo de homem que atravessa qualquer barreira social sem pestanejar. Ele não hesita porque não tem nada a perder na conta dele.

Aqui aparece a parte mais desconfortável do problema. O homem que se importa em não constranger ninguém é o que fica parado, e o que não se importa segue circulando. Sem nenhum sinal em jogo, o campo fica livre para o segundo tipo. Não porque ele seja melhor, mas porque ele é o único que ainda se move.

O sinal de três segundos existe para corrigir isso: ele destrava o homem cuidadoso, que é exatamente quem o silêncio deixa de fora.

Se isso explica o que você anda vivendo, o método mostra o que fazer com essa informação.

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Neste eixo há também o desdobramento judicial desse mesmo caso e outros negócios construídos sobre o mesmo discurso.

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