O Convite Invisível
Na imprensa · Os aplicativos mudaram as regras

A geração mais digital quer se conhecer fora da tela

Reportagem de Marni Rose McFall na Newsweek, de julho de 2025, examina o declínio do interesse da geração Z pelos aplicativos de namoro apesar de ser a geração mais familiarizada com tecnologia.

Newsweek

Is Gen Z Killing the Dating App?

Marni Rose McFall · 3 de julho de 2025

For a generation raised on technology, most of them don't actually seem to want to use technology to find love.

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Veículo
Newsweek
Reportagem
Is Gen Z Killing the Dating App?
Autoria
Marni Rose McFall
Publicado em
3 de julho de 2025
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For a generation raised on technology, most of them don't actually seem to want to use technology to find love.

Newsweek, Marni Rose McFall, 3 de julho de 2025

Os números reunidos pela reportagem são fortes: 79% dos universitários não usam nenhum aplicativo de namoro, segundo pesquisa da Axios, e apenas 21,2% da geração Z usa esses apps como principal forma de conexão, segundo o Kinsey Institute em maio de 2025. Outros 58% priorizam encontros presenciais. Uma pesquisa de 2022 citada no texto aponta que um em cada quatro adultos da geração Z nunca teve relação sexual com um parceiro. No mercado, o Bumble aparece com perda de 90% do valor desde a abertura de capital em 2021, enquanto apps de nicho como o Feeld crescem, com alta de 89% de usuários da geração Z e 841 mil downloads no primeiro trimestre de 2025.

Tudo isso descreve os Estados Unidos e não deve ser lido como fotografia do Brasil. O paradoxo, porém, é universal o bastante para valer a reflexão. A geração que cresceu na tela é a que menos quer usar a tela para encontrar alguém. Ela quer o encontro orgânico e cobra autenticidade de quem aparece.

Só que orgânico é bonito de dizer e difícil de executar. Encontro orgânico exige que alguém perceba um sinal, interprete direito e aja em cima disso. Ninguém treinou essa habilidade, porque durante uma década o aplicativo fazia a parte da percepção. O botão avisava quem estava interessado antes de qualquer conversa.

Sem o botão, sobra o mal-entendido. Duas pessoas se olham, ambas acham que a outra não estava a fim e cada uma segue seu caminho. O dado sobre inexperiência afetiva nessa faixa etária ganha outro sentido quando você junta as peças. Não falta desejo, falta o sinal que autoriza alguém a agir sobre ele.

O Convite Invisível é esse sinal fora do aplicativo: ele entrega a informação que o match entregava, sem tirar de você o controle sobre quem se aproxima.

Se isso explica o que você anda vivendo, o método mostra o que fazer com essa informação.

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Os aplicativos mudaram as regras

Outras provas deste eixo mostram o que acontece com essa mesma geração quando ela tenta voltar ao encontro presencial.

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