O Convite Invisível
Nos estudos · Menos intimidade, menos prática

Nove anos e uma mudança inteira de comportamento

Pesquisadores da Indiana University e do Kinsey Institute compararam duas ondas do National Survey of Sexual Health and Behavior, de 2009 e 2018, e encontraram queda generalizada.

Indiana University, Kinsey Institute / Center for Sexual Health Promotion (Archives of Sexual Behavior)

Changes in Penile-Vaginal Intercourse Frequency and Sexual Repertoire from 2009 to 2018: Findings from the National Survey of Sexual Health and Behavior

Tsung-chieh (Jane) Fu, Debby Herbenick e colegas · 2021

The declines in partnered sexual activity seen in our study are consistent with findings from studies in the U.K., Australia, Germany and Japan.

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Instituição
Indiana University, Kinsey Institute / Center for Sexual Health Promotion (Archives of Sexual Behavior)
Estudo
Changes in Penile-Vaginal Intercourse Frequency and Sexual Repertoire from 2009 to 2018: Findings from the National Survey of Sexual Health and Behavior
Autoria
Tsung-chieh (Jane) Fu, Debby Herbenick e colegas
Ano
2021
Metodologia
Ondas de 2009 e 2018 do National Survey of Sexual Health and Behavior (NSSHB), EUA, 1.647 adolescentes de 14 a 17 anos e 7.055 adultos de 18 a 49 anos
Abrir o estudo original

The declines in partnered sexual activity seen in our study are consistent with findings from studies in the U.K., Australia, Germany and Japan.

Indiana University, Kinsey Institute / Center for Sexual Health Promotion (Archives of Sexual Behavior), 2021
O número

Adolescentes que nao relataram nem masturbacao nem qualquer comportamento sexual com parceiro passaram de 28% para 43% entre os meninos e de 49% para 74% entre as meninas, comparando 2009 e 2018

O estudo, publicado em Archives of Sexual Behavior, analisou 1.647 adolescentes de 14 a 17 anos e 7.055 adultos de 18 a 49 anos nos Estados Unidos. Entre adolescentes, a proporção que não relatou nem masturbação nem qualquer comportamento sexual com parceiro subiu de 28% para 43% entre os meninos e de 49% para 74% entre as meninas, comparando 2009 com 2018. Os autores registram que as quedas em atividade sexual com parceiro são consistentes com achados de estudos no Reino Unido, na Austrália, na Alemanha e no Japão. Uma nota de acesso: o artigo na editora exige autenticação, e os números e a metodologia aqui foram conferidos no comunicado oficial da Indiana University.

O detalhe que diferencia este estudo do anterior é o alcance da queda. Não caiu apenas o sexo com parceiro. Caiu o repertório inteiro, incluindo comportamento solo. Isso enfraquece a explicação simples de que as pessoas apenas trocaram o parceiro por outra coisa. A pesquisadora Debby Herbenick afirma que não há explicação única, e que saúde, tecnologia, pornografia e estresse aparecem como hipóteses sem que uma feche o caso.

Quando uma mudança atravessa vários países e vários tipos de comportamento ao mesmo tempo, o problema não é individual. Ninguém acorda um dia e decide fazer parte de uma tendência internacional. As pessoas apenas respondem, cada uma no seu canto, a um ambiente que mudou embaixo delas.

Isso muda a leitura do homem que não chega. A tentação é interpretar a falta de iniciativa como falta de interesse específico em você. O dado sugere um pano de fundo maior e mais chato: uma geração com menos experiência acumulada em intimidade de qualquer tipo. Menos experiência produz mais hesitação, e hesitação parece indiferença de fora.

Decodifique os Sinais Dele é o pilar que evita esse erro de leitura, separando hesitação de desinteresse antes que você desista de alguém que só estava travado.

Se isso explica o que você anda vivendo, o método mostra o que fazer com essa informação.

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Menos intimidade, menos prática

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