O Convite Invisível
Nos estudos · Menos intimidade, menos prática

A recessão sexual medida em dezoito anos de dados

Pesquisadores do Karolinska Institutet, da UCL e da Indiana University publicaram no JAMA Network Open a análise que virou referência sobre a queda da atividade sexual entre jovens adultos nos Estados Unidos.

Karolinska Institutet, UCL, Indiana University (JAMA Network Open)

Trends in Frequency of Sexual Activity and Number of Sexual Partners Among Adults Aged 18 to 44 Years in the US, 2000-2018

Peter Ueda, Catherine H. Mercer, Cyrus Ghaznavi, Debby Herbenick · 2020

Between 2000 and 2018 sexual inactivity increased among US men such that approximately 1 in 3 men aged 18 to 24 years reported no sexual activity in the past year.

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Instituição
Karolinska Institutet, UCL, Indiana University (JAMA Network Open)
Estudo
Trends in Frequency of Sexual Activity and Number of Sexual Partners Among Adults Aged 18 to 44 Years in the US, 2000-2018
Autoria
Peter Ueda, Catherine H. Mercer, Cyrus Ghaznavi, Debby Herbenick
Ano
2020
Metodologia
Análise de tendência do General Social Survey (GSS), EUA, 2000 a 2018, 10 ondas, 4.291 homens e 5.213 mulheres de 18 a 44 anos
Abrir o estudo original

Between 2000 and 2018 sexual inactivity increased among US men such that approximately 1 in 3 men aged 18 to 24 years reported no sexual activity in the past year.

Karolinska Institutet, UCL, Indiana University (JAMA Network Open), 2020
O número

Homens de 18 a 24 anos sem nenhuma atividade sexual no último ano passaram de 18,9% em 2000-2002 para 30,9% em 2016-2018; mulheres da mesma faixa de 15,1% para 19,1%; homens de 25 a 34 anos de 7,0% para 14,1%

Usando dez ondas do General Social Survey entre 2000 e 2018, com 4.291 homens e 5.213 mulheres de 18 a 44 anos, o estudo mostrou que a proporção de homens de 18 a 24 anos sem nenhuma atividade sexual no último ano subiu de 18,9% em 2000 a 2002 para 30,9% em 2016 a 2018. Entre mulheres da mesma faixa, a alta foi menor, de 15,1% para 19,1%. Na faixa de 25 a 34 anos, os homens saíram de 7,0% para 14,1%. Os autores resumem que aproximadamente 1 em cada 3 homens de 18 a 24 anos relatou nenhuma atividade sexual no ano anterior. É dado dos Estados Unidos.

Doze pontos de alta em menos de vinte anos é uma mudança de comportamento, não uma oscilação. E a diferença entre a alta masculina e a feminina é a parte que quase ninguém comenta. Os dois grupos mudaram, mas o masculino mudou muito mais. Alguma coisa aconteceu especificamente com a disposição dos homens de iniciar contato.

O estudo não diz o que causou isso, e eu não vou dizer por ele. Ele mede a tendência, não a explicação. Mas o número conversa bem com o que as outras fontes deste site mostram sobre o ambiente de conteúdo que se formou nesse mesmo período. Correlação em janela de tempo não é causa, e é honesto deixar isso claro.

Para você o que interessa é a consequência, não a causa. Uma geração inteira de homens acumulou menos prática de aproximação do que a anterior. Menos prática significa mais insegurança e mais insegurança significa mais dúvida na hora de atravessar a sala. O que muda o resultado, nesse cenário, é reduzir a dúvida, não esperar que ela passe sozinha.

É a função direta de O Convite Invisível: um sinal claro o bastante para que a falta de prática dele deixe de ser o fator que decide se alguma coisa acontece.

Se isso explica o que você anda vivendo, o método mostra o que fazer com essa informação.

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