Isso deixou de ser nicho: 63% dos jovens consomem
O Movember Institute of Men's Health mediu, em 2025, quanto os jovens de 16 a 25 anos consomem influenciadores de masculinidade e como isso conversa com a saúde mental deles.
Young Men's Health in a Digital World
Far from being a fringe, subculture, this content is mainstream when it comes to both its themes (fitness, financial success, relationships) and its reach.
- Instituição
- Movember Institute of Men's Health
- Estudo
- Young Men's Health in a Digital World
- Autoria
- Movember (com The Good Side)
- Ano
- 2025
- Metodologia
- Mais de 3.000 homens jovens de 16 a 25 anos no Reino Unido, EUA e Australia, pesquisa quantitativa publicada em 2025
Far from being a fringe, subculture, this content is mainstream when it comes to both its themes (fitness, financial success, relationships) and its reach.
63% dos jovens pesquisados assistem a influenciadores de masculinidade; entre eles 43% acham o conteúdo motivador e 27% relatam sentimentos de inutilidade
A pesquisa ouviu mais de 3.000 homens jovens de 16 a 25 anos no Reino Unido, nos Estados Unidos e na Austrália. Dos entrevistados, 63% assistem a influenciadores de masculinidade. Entre esses, 43% acham o conteúdo motivador e 27% relatam sentimentos de inutilidade. O relatório é explícito ao dizer que isso está longe de ser uma subcultura marginal, e que o conteúdo é mainstream tanto nos temas, que são treino, dinheiro e relacionamento, quanto no alcance.
Os dois números do meio precisam ser lidos juntos. Quase metade sai de lá se sentindo motivada. Isso explica por que o material não é rejeitado de imediato: ele entrega alguma coisa real, geralmente disciplina e rotina. O problema é o pacote que vem junto, e é ele que aparece no outro número, o da sensação de não servir para nada.
É um combustível ruim para aproximação. Um homem que oscila entre disciplina e inutilidade não tem base estável para arriscar um não. Ele vai preferir a academia, o trabalho, qualquer terreno em que o esforço tenha resultado previsível. O terreno onde o resultado depende da resposta de outra pessoa vira o último da lista.
O estudo é de três países de língua inglesa e o próprio recorte etário é jovem, então não é um retrato do brasileiro de trinta e cinco anos. Minha leitura, e é leitura minha, não achado da pesquisa, é que o Brasil consome a mesma prateleira de conteúdo com poucos anos de defasagem. O que o dado sustenta com segurança é mais simples: esse material é regra, não exceção, na dieta de informação dos jovens medidos.
Contra alguém que se acha insuficiente, insinuação não basta. O Convite Invisível trabalha com sinal explícito o bastante para ser lido, e discreto o bastante para não custar nada a você.
Se isso explica o que você anda vivendo, o método mostra o que fazer com essa informação.
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