Uma criminalista responde: flertar não é perigoso
No portal jurídico Migalhas, a advogada criminalista Marina Collato Moncay discute o equilíbrio entre a proteção legal das mulheres e a segurança jurídica dos homens nas interações afetivas.
Flertar ficou perigoso para os homens?
Flertar não deveria ser perigoso. Perigoso deve ser apenas desrespeitar limites claramente estabelecidos.
- Veículo
- Migalhas
- Reportagem
- Flertar ficou perigoso para os homens?
- Autoria
- Marina Collato Moncay
- Publicado em
- 26 de junho de 2026
Flertar não deveria ser perigoso. Perigoso deve ser apenas desrespeitar limites claramente estabelecidos.
O artigo vem de quem trabalha com direito penal, e isso muda o peso do argumento. A autora reconhece avanços como a Lei Maria da Penha e a tipificação da importunação sexual, e ao mesmo tempo identifica uma cautela masculina crescente na aproximação. A conclusão é direta: flertar não deveria ser perigoso, perigoso deve ser apenas desrespeitar limites claramente estabelecidos. O que orienta o flerte, para ela, é consentimento e leitura de limites, não medo generalizado.
Essa frase é a resposta técnica para o discurso que circula nas redes. Quem afirma que qualquer aproximação virou crime está errado juridicamente, e uma criminalista dizendo isso por escrito vale mais do que qualquer vídeo de opinião. A lei protege a mulher de violência, e não protege ninguém de ser paquerado com respeito.
Denunciar continua sendo direito e nada aqui relativiza isso. O que o artigo desmonta é a distorção construída em cima do direito alheio, aquela que transforma proteção legítima em ameaça difusa para vender segurança emocional a homens assustados. São coisas separadas e conviver com as duas é perfeitamente possível.
A parte prática está na expressão limites claramente estabelecidos. Claramente é uma palavra exigente, e ela funciona nos dois sentidos: assim como o não precisa ser respeitado, a abertura precisa aparecer para ser percebida. Onde não há indicação nenhuma, o homem prudente presume que não deve avançar.
O pilar O Convite Invisível é o que torna essa abertura visível, de forma discreta e proposital, sem transformar o momento em negociação formal.
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Conhecer o Convite InvisívelO medo de ser mal interpretado
As páginas vizinhas deste eixo mostram como o pânico que esse artigo desmonta se espalhou pela imprensa brasileira e estrangeira.
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